A Cerâmica Grega - Parte 2 - Formas, Finalidades e Iconografia

Finos, alongados, grandes, pequenos, com alças, sem alças, para guardar comida, bebida, perfumes... São diversas as formas e finalidades da cerâmica grega. Saberemos agora os nomes de algumas das mais importantes peças e analisaremos um pouco de sua iconografia, além de entender melhor o propósito de sua produção.
Loutrophoros (Lutróforo) 
Geralmente de grande porte, o Lutróforo é uma peça bem conhecida no estudo da cerâmica. Isso porque a finalidade de sua produção parece ter sido sempre bem definida. Ele era usado em duas ocasiões: cerimônias matrimoniais e ritos funerários. Na primeira, o vaso era preenchido com água e esta era usada pelas amigas da noiva para banhá-la antes da noite de núpcias ou da manhã seguinte após o casamento. Além do caráter higiênico, o banho possuía significado simbólico e era interpretado como purificação e/ou fertilização (nesta última, uma analogia com ato de regar o solo para que ele se torne fértil e dê frutos). No segundo caso, o lutróforo era usado em homenagem às pessoas que haviam morrido e que não conseguiriam (ou puderam) casar durante suas vidas. Neste caso, a peça era depositada sobre a tumba da pessoa homenageada e não possuía fundo, pois deste modo a água que fosse derramada nela não ficaria retida, pelo contrário, desceria e alcançaria o morto, “fertilizando-o” assim como o solo. Mais tarde, o lutrófoto para fins funerários parou de ser produzido como vaso, e tornou-se uma espécie de símbolo, que era talhado em relevo no mármore das tumbas. As pinturas que decoram esse tipo de peça retratam as próprias cerimônias matrimoniais nas quais eram utilizadas. Em alguns casos, eram retratados inclusive o ato de se banhar com o lutróforo ou o ato de levá-lo até a casa da noiva. 


Acima, imagem de um lutróforo do período clássico com figuras vermelhas. A pintura mostra Niobe sendo transformada em pedra. A mitologia, embora não sempre, também era usada como temas das pinturas dos lutróforos. No mito, Niobe é uma rainha que se sentia superior a deusa Latona por ter 14 filhos, enquanto a outra, somente dois (Ártemis e Apolo). Um dia, Niobe ofende a deusa durante um tributo e esta manda matar os 13 filhos da rainha. Arrependida e inconsolada, Niobe cai em tristeza e Zeus, com pena, transforma-a em pedra.
O uso do mito de Niobe é perfeito para uma peça como o lutróforo, pois ao mesmo tempo em que percebemos votos de fertilidade, notamos a mensagem de respeito aos deuses.
Lebes
O lebes é uma peça de porte médio e a melhor tradução para o seu nome talvez seja “caldeirão”. Ele é fundo e arredondado, e sua base é ovalada, não permitindo que fique em pé por conta própria. Para isso, mais tarde, na época clássica, o lebes ganhou uma espécie de suporte (anteriormente utilizava-se um tripé). Ele também era usado como prêmio em competições. No entanto, este “lebes-prêmio” era comumente feito de bronze e não de cerâmica. Lebes Gamikós quer dizer nupcial ou matrimonial. A diferença entre este e o outro lebes está simplesmente na finalidade. O gamikos era utilizado exclusivamente em assuntos relacionados ao casamento. No que tange à sua forma, não há grande diferença em relação ao lebes comum. Ele também possui uma base, que pode ser longa ou curta, e que também pode ser pintada. Sua iconografia trata tanto de casamentos comuns como de casamentos míticos como o de Peleu e Tétis. Este tipo de peça também era utilizada como presente de casamento, como recipiente para armazenar comida durante a noite de núpcias do casal, e ainda para armazenar água para banho de purificação, tal como os lutróforos. 

Acima, imagem de um lebes em estilo geométrico. Perceba que a base que faz com que a peça permaneça de pé não parece ter tanta importância, ela é meramente funcional. o lebes gamikós, a base passa a ganhar maior destaque, pois começa a ser pintada também, tornando-se parte da peça e por vezes sendo acoplada à ela.
Acima, imagem de um lebes gamikós do período clássico no estilo figuras vermelhas. Na cena vemos uma mulher - a noiva - sentada em uma cadeira enquanto descansa seus pés em um banquinho. Ao seu redor, algumas assistentes tocam música, elemento que está presente durante todo o processo matrimonial. As outras assistentes trazem presentes como: baús, caixas, espelhos, perfumes, vasos (como os próprios lebes gamikós. Outras assistentes ainda carregam galhos e fitas que simbolizam bençãos e votos de felicidade para o casamento
Por não estar de véu e a cena tratar de uma cerimônia de entrega de presentes, deduz-se que a pintura retrata uma epaulia, o dia que procede o dia do casamento e no qual a noiva recebe amigos e parentes em seu novo lar.
Pelike
É uma peça de pequeno a médio porte e muito parecida com uma ânfora. Especula-se que sua produção tenha se iniciado por volta do século XI a.C e desaparecido em meados do século IX. Possui duas pequenas asas laterais e um gargalo estreito - se comparado ao bojo avantajado. Uma das grandes diferenças entre a ânfora e o pelike é o fato de que, na primeira, a parte inferior, ou base, é muito estreita e oferece pouca estabilidade. Já no pelike ela é mais ampla, fazendo com que a peça se sustente com firmeza. Entre as possíveis finalidades para um pelike encontram-se a armazenagem, a mistura e o transporte de vinho ou azeite. Já os temas de suas pinturas variam muito. Quase sempre, no entanto, elas tratam de pessoas em cenas comuns e mitologia. 

Acima um pelike com figuras vermelhas datado de 470 a.C e encontrado em Thespiae, na Beócia. Na pintura, Hércules está derrotando o rei Vousiris e seus servos no Egito.
Stamnos 
O Stamnos é um vaso de porte médio. Ele possui duas asas fixadas horizontalmente na parte mais ampla de seu bojo, uma base relativamente fina e um gargalo mediano. Era utilizado para armazenar ou transportar vinho. Por se tratar de uma peça não muito comum, sabe-se pouco sobre o stamnos. Além disso, apenas alguns exemplares sobreviveram à passagem dos tempos. Destarte, não se pode saber exatamente o que era comumente pintado neste tipo de vaso. 

Um stamnos em estilo figuras vermelhas. A cena mostra um festival de Dionísio, no qual algumas mulheres, junto com outros devotos, carregam instrumentos musicais enquanto cantam, tocam e dançam. Eles carregam liras, tochas, taças, aulos (instrumento de sopro com duplo cano), thyrsoi (talos de erva-doce, entre outros.
Skyphos (Esquifo) 
Esta tipo de peça começou a ser produzida ainda no período geométrico. Ele era utilizado para beber vinho e outras bebidas em banquetes. De tamanho pequeno a médio, o Esquifo possui duas alças horizontais fixadas em seu limite superior e uma base rebaixada. É possível encontrar também um exemplar com uma alça horizontal e uma vertical – neste caso, chamado de Skyphos Glaux (ou coruja). Por muito tempo o formato dos esquifos permaneceu o mesmo, alterando-se apenas o estilo/tema das pinturas. 

Este esquifo mostra um jovem com seu instrutor. O instrutor oferece um raspador que era utilizado por atletas para limparem seus corpos (de oléo de preparação e sujeira acumulada) após treinamento físico

Arýballos (Aríbalo)
O aríbalo é uma peça de pequeno porte com um formato peculiar. Ele possui uma pequena alça vertical que une o quase esférico bojo ao fino gargalo, fazendo com que pareça uma bolsa cheia e fechada. O formato deriva das enócoas do período geométrico e é possível encontrar também modelos mais ovalados – e as vezes até pontudos. Por estar relacionado aos utensílios de banho e beleza e servir para armazenar e conservar óleos essenciais para cuidados com o corpo, os aríbalos foram muito utilizados pelos vaidosos atletas gregos.

Aríbalo no qual é mostrado soldados em marcha.
Alabastrón (Alabastro) 
Não se sabe até hoje se é o mineral que empresta o nome a este tipo de peça ou o contrario. Essa incógnita se deve ao fato de que, no começo, antes de passar a ser produzido em cerâmica, este tipo de vaso tinha o alabastro-ônix como matéria prima. Ele também era produzido em ouro, pedra e vidro. Os alabastros são longos e finos e possuem um gargalo mais fino ainda. Sua base não parece ser achatada, o que leva a crêr que não ficavam de pé por conta própria. Eles costumavam ser usados para armazenar óleos, perfumes e ungüentos e portanto, estão relacionados aos utensílios de banho e beleza. 

Acima, alabastro do período clássico com figuras vermelhas. Na pintura vê-se uma jovem sentada enquanto trança uma grinalda de flores.
Kratêr (Cratera) 
Kratêr é um tipo vaso muito conhecido no estudo da cerâmica. Por ser um exemplar produzido em grande porte, quando cheio, estes vasos não podiam ser transportados, e seu conteúdo era retirado aos poucos com outros vasos. Eles eram utilizados em simpósios para armazenar o vinho e ajudar nos demais processos de vinificação. Nestes simpósios gregos, os participantes escolhiam uma espécie de “senhor da bebida”. Este, ficaria responsável pela distribuição do vinho e deveria ficar sempre atento para que o kratêr não esvaziasse. Ele também deveria controlar tanto o nível alcoólico do vinho a ser distribuído, como também o nível de embriaguez de seus companheiros, fazendo com que o evento transcorresse sem exageros. A forma dos kratêrs variou muito ao longo de sua produção. Eles eram peças tão importantes que ganharam diversas versões. No entanto, os elementos que caracterizam este tipo de vaso são: tamanho (grande), bojo e boca largos, base chata e firme, e alças laterais. A alça é o elemento que permite distinguir os variados tipos de kratêrs, pois foram as que mais sofreram alterações. Sendo assim, têm-se quatro modelos principais: Kratêr-de-volutas (com alças em volutas), Bell-kratêr (semelhante à um sino), Colum-kratêr (com colunas), Calyx-kratêr: (em formato de cálice). 

Krater cálice
Krater de volutas
Krater em sino
Krater de colunas
 Kylix (Taça, copo ou cálice)
Kylix é uma peça de forma bastante característica. Ele é extremamente raso, possui duas pequenas alças horizontais, fixadas em sua extremidade superior, e também possui um pé fixado à uma haste. Enquanto o kratêr é o recipiente de armazenagem dos vinhos nos simpósios, o kylix é a peça na qual a bebida era servida. Este exemplar foi um dos primeiros a receber as figuras negras e vermelhas, como se fosse uma peça de testes. Seu esquema decoração também é peculiar; ao contrário de outras peças, os kylix também possuíam uma pintura interna que somente era revelada se a pessoa bebesse seu conteúdo. Por isso, muitas vezes, as figuras deveriam ser surpreendentes e provocar sentimentos como: excitação sexual, alegria, vontade de cantar, dançar. Para isso, os temas mais comuns eram, dançarinas, tocadores de lira, Dionísio, sátiros, ninfas. 

Acima, um kylix do período clássico. A figura em seu interior mostra o que parece ser uma jovm dançarina. À sua volta, existem pequenos pontos que lembram pétalas de flores, que contribuem para reforçar o caráter festivo da peça. A pessoa que tivesse de posse do kylix, somente veria a figura se bebesse todo o seu conteúdo - que quase sempre era o vinho.
Lêkithos (Lécito) 
O lécito é um jarro grande e que possui um bojo quase que cilíndrico se não fosse pela base levemente estreita. O gargalo, longo e esguio, termina em uma boca ampla e grossa, que é uma das principais características do exemplar. Ele também possui uma única asa que liga a metade do gargalo à extremidade superior do bojo. Grande parte dos lécitos foi encontrado em túmulos, pois eles serviam para armazenar óleos, especialmente os de oliva, para a unção de homens solteiros em funerais. Por serem utilizados em oferendas e rituais funerários, os temas tratados nas pinturas dos lécitos quase sempre evocam tristeza e melancolia. No entanto, também é possível encontrar representados assuntos como mitologia e cotidiano. Os lécitos também ganharam outras versões ao longo do sua produção, entre elas estão: lécito bojudo, lécito Deianeira e lécito atarracado. 

Neste lécito com figuras vermelhas, acima, vemos uma solitária dama tocando um instrumento de sopro de cano duplo. Embora esteja representada sozinha, é possível que a cena retrate parte de um simpósio, ou mesmo de um ritual funerário.
Ela veste um himation (túnica jônica), um sakkos (lenço), brincos de disco, pulseiras em espiral e sapatos. Atrás dela, um recipiente para guardar seus instrumentos e adiante, um banco ou cadeira.
Abaixo, imagens das variações pelas quais passou o lécito. Note que a asa única e a boca avantajada, por estarem sempre presentes, ajudam a distinguir esse tipo de peça.
Lécito atarracado
Lécito bojudo
Lécito Deianeira
Psykter 
A finalidade de um psykter está entre as mais interessantes da cerâmica grega. Esta peça, de porte médio a grande, era usada constantemente em conjunto com outras peças, como o kratêr, por exemplo. Os psykters possuem um gargalo mediano e um bojo largo em sua parte superior. Na parte inferior, a peça é extremamente fina, como se tivesse sido espremida, terminando em uma base de mesmo tamanho. Ao criar uma peça com este formato, o ceramista tinha como objetivo fazer com que o psykter pudesse ser encaixado em outro vaso. Isso porque ele servia como refrigerador de vinho. Funionava da seguinte forma: no kylix era depositado o vinho enquanto que no recipiente que recebia o kylix depositava-se o gelo. 

Acima, um psykter com figuras vermelhas. A cena mostra o cotidiano de alguns atletas e seus treinadores. Os primeiros são retratados nus, e os segundos com mantos gregos tradicionais.
O homem da direita está tocando flauta - era comum ter músicos acompanhando treinamentos. O do centro prepara-se para disparar um dardo, e o da esquerda segura uma vara - que era usada para disciplinar os atletas.
Acima,esquema que mostra como era feita a refrigeração do vinho utilizando-se um psykter com outro vaso (no caso um krater do tipo cálice).
Kántharos (Cântaro) 
Chamamos de cântaro uma peça de porte pequeno a médio, cujo traço marcante são as asas grandes que ligam as extremidades do bojo e o pé fino e alto. O cântaro parece ter sido o ancestral dos cálices, não só pelo formato, mas porque este também era usado para beber. De acordo com a mitologia, Dionísio, o deus do vinho e das festividades, possuía um cântaro que jamais esvaziava. 

Um cântaro com figuras vermelhas e detalhes em branco. Na cena, uma mulher abaixada segura um kalathos, uma espécie de cesto de lã.
Pýxis (caixa) 
Pode-se dizer que os pýxis foram parentes dos atuais porta-jóias. Na Grécia antiga, estas peças eram muito apreciadas por mulheres pois, além de jóias, elas os usavam para guardarem incensos, cosméticos e ungüentos medicinais. A forma mais conhecida deste tipo de peça possui um bojo côncavo e uma tampa reta com um puxador fixado no centro – como uma tampa de panela. 

Um pýxis no estilo belo datado de 465-460 a.C. O estilo belo era comumente utilizado em lécitos mas, como se pode observar, foi utilizado em outros tipos de peças também.
Sítula (Balde) 
Sítula é uma peça geralmente de porte médio e que possui um bojo côncavo, fazendo com que sua boca e base sejam alargadas. Por ser utilizado quase sempre para decantar o vinho, é comum ver retratados neste tipo de peça temas como Dionísio, festas e até mesmo processos de produção do vinho.

Acima, imagem de uma sítula, de finais do período clássico, 360-340 a.C. Na pintura, vemos Dionísio conduzindo sua carruagem, puxada por grifos, para uma festa. Abaixo, um velho utiliza o que parece ser uma enócoa para coletar vinho de krater.
Hydria (Hidria) 
A hídria é um vaso bastante conhecido quando o assunto é cerâmica grega. De porte médio a grande, as hídrias eram utilizadas para coletar e armazenar água. Muito confundidas com as ânforas, elas distinguem-se pelo fato de possuírem três alças: duas laterias e horizontais, fixadas na parte mais ampla do bojo, e uma vertical, que liga o gargalo ao bojo. Enquanto que as primeiras serviam para carregar, a alça vertical auxiliava na hora de derramar o conteúdo da hídria. 

Acima, uma hidria do período arcaico, datada de 520-510 a.C. Na pintura é possível ver um leão e um leopardo devorando um touro.
Do outro lado, dois homens montados em cavalos correm em direções opostas. Importante notar a herança deixada pela fase orientalizante, presente na peça através dos elementos naturalistas que circundam todo o vaso.
Âmphora (Ânfora)
A ânfora é um vaso geralmente grande e que servia para a armazenagem de diversos tipo de coisas, como por exemplo: azeite, vinho, mel, água, cereais, frutos secos, etc. Seu formato geralmente ovóide e suas asas verticais laterais podem ser considerados suas principais características para diferenciação. No entanto, as ânforas são peças que sofreram muitas variações de formato ao longo dos tempos. Diante disso é possível encontrar formatos menos convencionais se comparados aos mais conhecidos. Somado a isso, diversos tipos de ânforas continuam sendo descobertas em escavações arqueológicas, o que dificulta ainda mais uma classificação exata desse tipo exemplar. 

Na âmfora acima, de 540 a.C, vemos Hércules executando um de seus doze trabalhos, neste caso, derrotando o leão da Neméia A criatura era filha dos monstros Ortro e Equidna e após vencer Hércules uma vez, foi derrotada na segunda ao ser estrangulada. Ainda segundo a lenda, a criatura derrotada subiu aos céus e se transformou na constelação de leão.
Embora soubesse o resultado da luta, o ceramista fez questão de representar o leão de Neméia com a mesma imponência de Hércules, deixando evidente que o respeito aos adversários era um traço muito importante na cultura grega.
Oinochoe (Enócoa)
De pequeno e médio porte, as enócoas parecem ter sido as ancestrais das nossas jarras de suco. Possuem uma asa vertical que liga a parte mais ampla do bojo ao extremo do gargalo. Elas eram usadas para coletar e servir o conteúdo de outros recipientes e/ou lugares. Por ser uma peça simples, os temas tratados nas pinturas das enócoas são amplamente variados. 

Uma enócoa de meados do oitavo século antes de Cristo. Nota-se que foi quase totalmente decorada com elementos geométricos, no entanto é possível perceber a presença tímida de elementos figurativos no gargalo e no limite superior do bojo.
Epinetrón (Epinetrão)
Epinetrão é uma peça pequena e com um formato muito singular. Seria quase completamente cilíndrica se não fosse o leve achatamento que possui em um dos lados. Ao contrário de outras peças, o epinetrão era utilizado deitado, e no que seria o fundo em uma peça normal, no epinetrão encontramos geralmente uma cabeça ou busto de Afrodite. Isso porque deduz-se que a peça era utilizada por mulheres para guardar lã. Diante disso, as imagens encontradas nesse tipo de peça são bastante femininas. 

Um epinetrão do período arcaico datado de 510-500 a.C. Na pintura é possível ver mulheres trabalhando com lã e no fundo, uma cabeça feminina - possivelmente representando Afrodite.
Também conhecido como onos, os epinetrões eram muito utilizados para presentear mulheres.
Os tipos de peças apresentados acima são as mais conhecidas no estudo da cerâmica grega. Todavia, é possível encontrar diversos outros tipos de vasos com formas e finalidades variadas, como por exemplo o larnax, pithos, ríton, címbio, askos, acetábulo, etc. Entretanto, os poucos exemplares que existentem dificultam sua classificação como forma estabelecida.

Um comentário:

  1. olá , boa noite. Gostaria da indicação da bibliografia utilizada para esta postagem. muito me interessa sobre os processos de ceramografia ática. estou a produzir minha monografia. agradeço se

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